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Peixes

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Peixes (20 de fevereiro a 20 de março)  - Signo de Água do inverno
Armand Barbault

Sob o signo de Aquário, o Elemento Ar, por sua irradiação, deu aos grãos e às plantas o sopro de vida que permite suas primeiras respirações interiores. O signo de Água de Peixes irá agora alimentá-los a fim de que seus tecidos, ressecados pelo inverno, ganhem volume e recuperem pouco a pouco sua capacidade respiratória, para que os brotos cresçam antes de se abrirem sob o Fogo de Áries. Sabemos que o primeiro signo de Água - Câncer - corresponde à subida da seiva que avoluma os frutos e leva a vegetação a seu crescimento máximo e que o segundo - Escorpião - vindo depois do equinócio do outono, corresponde à queda da seiva e da vegetação, que cairá por terra e começará a corromper-se. Entre Escorpião e Peixes, a corrupção chega a seu termo, o Fogo do Sagitário de certo modo incinerou os resíduos orgânicos combustíveis; depois, os elementos revivificantes, já separados quando da corrupção, foram assimilados pela terra que, em Capricórnio, recuperou seus recursos.

O signo de Água de Peixes é portanto um signo fertilizante, que com os sais e as partículas energéticas enterrados sob o solo, combina e prepara, por uma impregnação gota a gota, o leite virginal destinado à alimentação das raízes e dos grãos na véspera da primavera. Este signo está sob a influência de Netuno, planeta de reconhecidas relações com tudo que tem a ver com os germes e com a geração, e esta última, como a copulação dos peixes, como tudo que se desenvolve em segredo, está agora particularmente favorecida. Grãos e raízes não esperam mais que o primeiro impulso para brotar, mas ainda hesitam de medo que o frio traga um golpe fatal a uma pulsão assaz precipitada.

Assim, os nativos de Peixes são indecisos, hesitantes mas intuitivos. Eles pressentem em si as possibilidades que se realizarão unicamente sob o império das circunstâncias. Sua natureza dupla faz deles seres aparentemente simpáticos e passivos, mas que obedecem sempre à sua voz interior, o que, por sua vez, os faz comportar-se de maneira bem diferente da que esperávamos.

Os Alquimistas deduziram destas observações a maneira de alimentar progressivamente sua Matéria-prima por meio de preparações pouco conhecidas, mas muito eficazes. Trata-se do gota a gota, a associação a esta matéria, durante quarenta dias de banho-maria, em recipiente fechado, do orvalho e das primeiras plantas, com o fito de obter a extração do primeiro licor, o Leite virginal necessário para a preparação ulterior do Fermento maior. Este Fermento, como os germes, como tudo que deve começar a viver e a se desenvolver, está relacionado com Netuno*.


* Não está relacionado com Netuno, mas evidentemente relacionado com Júpiter, o grande “facilitador” e benéfico. (PSC)