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Libra

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Libra (23 de setembro a 23 de outubro)  - Signo de Ar do outono
Armand Barbault


O sol atravessou o equinócio do outono e encontra-se neste momento sob a terra, sob nossos pés; é a partir daí que ele perfará uma curva cada vez maior. Para nós, ele vai se abaixar cada vez mais no horizonte, de modo que a duração dos dias vai diminuir e a temperatura também. A Balança simboliza uma mudança de equilíbrio, equilíbrio que precisamos manter com a ajuda de um cálculo preciso: necessitamos repartir judiciosamente aquilo que a natureza nos ofertou a fim de que dure até a próxima colheita.

Este signo, que marca o momento em que de tudo dispomos, geralmente traz bem-aventurança àqueles que possuem sua marca. Ele torna as pessoas sensíveis mas despreocupadas, amantes dos prazeres, para si ou para os que estão à sua volta. Encontramos nelas excelentes disposições artísticas, pois este signo está sob a influência de Vênus, e também um desejo de justiça e igualdade.

Se voltarmos agora nossa atenção para a natureza elementar deste signo, constatamos sua influência restritiva, contrária à de Gêmeos: no começo do outono as folhas amarelam muito rápido e caem pouco a pouco. Elas pararam de respirar, e morrem. Esta inversão das coisas em relação ao signo de ar da primavera conspira a favor do que se passa sob o solo, e sugere como que uma expiração e uma inspiração da natureza. Dizemos freqüentemente que a seiva retorna para baixo, mas trata-se antes de um secamento progressivo a par de uma atenuação das funções respiratórias. Os Alquimistas dizem por vezes que é no equinócio de outono, e não no equinócio da primavera, que têm início seus trabalhos.

É que nesse momento eles pensam sobretudo na matéria-prima que se encontra no solo, e que ainda é preciso selecionar e preparar, para, depois de tê-la esperado receber o máximo de irradiação das forças etéreas, finalmente coletá-la. Também lhes será preciso cuidar em regenerar o Alkaest desvitalizado pelas cocções anteriores. Tudo isto, de um certo ponto de vista, faz parte dos primeiros trabalhos. O que é preciso conceber, enfim, é o processo que começa no equinócio do outono e que permitirá à terra regenerar-se graças às longas noites de inverno em que o sol irradia generosamente a parte do solo situada sob nossos pés, bem onde acontece o trabalho principal que nos é impossível ver objetivamente.